quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Exposição na Catedral conta a história de São Paulo através de suas igrejas

Assim como tantos outros municípios brasileiros, São Paulo que vai completar 468 anos de fundação, nasceu e cresceu a partir de uma igreja.

Daquele primeiro núcleo religioso, erguido na Piratininga de 1554, partiram missões que fizeram surgir novas freguesias, que são hoje os bairros nascidos a partir da construção de uma igreja.

A exposição Memória Paulistana, irá mostrar em detalhes essa história para quem visitar a Catedral da Sé, entre 23 de janeiro e 6 de março, neste ano da graça de 2022.

Os quadros a serem expostos pertencem à artista plástica Cristiane Carbone que, ao pesquisar, verificou que ainda faltava registrar em pinturas diversas igrejas históricas de São Paulo. 

A primeira Catedral da Sé, por exemplo, vizinha à antiga igreja de São Pedro dos Clérigos, foi erguida no século 18 e demolida no século 20.

No lugar dela se construiu a atual catedral metropolitana que levou mais de 40 anos para ficar pronta e quando foi inaugurada, em 25 de janeiro1954, estava ainda sem as duas torres principais.

Cristiane Carbone, salienta que a importância da mostra está em seu caráter educativo e elucidativo em relação à história paulistana.

Sua carreira de artista plástica é voltada a ilustrar em cores e magia, edifícios históricos da cidade de São Paulo.

Ela começou a pintar em 1991 e o seu primeiro vernissage aconteceu em 1995.

De lá para cá participou de outras 184 mostras individuais ou em salões de arte coletiva.

Seu estilo de pintura é classificado pelos marchands como acadêmico-figurativo.


Todos estão convidados para a exposição Memória Paulistana, que comemora além do aniversário da cidade de São Paulo, os 100 anos de nascimento de Dom Paulo Evaristo Arns.

Na parte interna da catedral, poderão ser visitadas 30 obras assinadas pela artista, em pinturas óleo sobre tela, das quais se destacam imagens da cidade e suas igrejas do passado e presente.

A solenidade de abertura da exposição está marcada para o domingo, 23 de janeiro, às 12 horas e na terça-feira, 25 de janeiro, missa comemorativa será celebrada às 9 da manhã pelo cardeal-arcebispo Dom Odilo Scherer com transmissão ao vivo pelo YouTube.

Cristiane Carbone, além de artista plástica é pesquisadora da história paulista e brasileira, integra o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e ocupa a cadeira 16 na Academia Cristã de Letras.


                                                         Seguem abaixo outras pinturas da artista.

 




segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

São Paulo 468 anos: Além da selva de concreto um manancial de contradições

A cidade de São Paulo vai fazer aniversário e todos os anos, logo que se inicia janeiro busco trazer textos comemorativos.

Ultimamente anda difícil porque a quantidade de pessoas carentes nas ruas, ao que parece sem nenhuma assistência, aumentou muito e isso me entristece.

Ao mesmo tempo, um mar de edifícios serve de residência à classe média-alta da qual faço parte sem que se possa fazer muita coisa para ajudá-las.

Isto torna a Pauliceia Desvairada, além de selva de concreto um manancial de contradições e um lugar cheio de problemas.

Estamos falando da cidade mais endinheirada do Brasil e quem sabe também a mais miserável por esparramar suas pobrezas para debaixo dos viadutos.

Ao mesmo tempo, um levantamento da Fundação Seade confirma: São Paulo é mesmo a cidade é a mais rica, pois sozinha, arrecada para o país todos os anos, cerca de 196 bilhões de dólares, ou seja, quase 390 bilhões de reais.

A maior população de brasileiros dentro de um só município vive em São Paulo e segundo o IBGE, são mais de 12, 4 milhões de habitantes, população superior à de países como Portugal, Líbano e Uruguai.

No Brasil, somente outros 17 municípios possuem mais de 1 milhão de habitantes, mas é neste ponto que os problemas aumentam.

Apesar da população gigante, entre 2017 e 2018, a capital paulista foi o município brasileiro que mais perdeu renda, conforme a Fundação Seade.

O PIB paulistano diminuiu 0,41% em sua participação junto ao PIB nacional, queda de 10,61% para 10,20% na arrecadação.

Ainda assim segue sendo o lugar que mais oferece empregos formais, tanto no comércio quanto na indústria.

São diversas as atividades de produção, comercialização e consumo entre produtos e serviços de todo tipo, enquanto que famílias inteiras estão vivendo nas ruas por causa do desemprego, são pais, mães e filhos pequenos.

Ver crianças andando sujas e maltrapilhas pela cidade é o que me comove.

Mas como São Paulo é sempre surpreendente, números do Sindicato da Habitação - Secovi-SP, apontam avanços no mercado imobiliário para a surpresa até mesmo desses empreendedores.

Em 2020, por exemplo, dos 59.978 apartamentos novos colocados à venda, 51.417 foram vendidos.

Os empresários do setor, atribuem o resultado à queda da Selic e à mudança de hábito das pessoas que passaram a viver a maior parte do tempo em home office.

No ano passado, os números levantados até outubro, indicam um novo recorde na venda de apartamentos, mesmo com a elevação significativa na taxa de juros e o aumento da inflação.

Para 2022, a previsão é que se repita o bom desempenho registrado, visto que a quantidade de prédios em construção por toda a cidade é bem grande.

A questão habitacional, por outro lado, se mostra como o grande desafio para os governantes.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas – FGV, em 2020 apontou que para resolver o déficit habitacional seriam necessárias mais de 1,025 milhão de moradias na capital paulista.

Aonde, como e em qual bairro ninguém diz.

As contradições não param:  São Paulo é a 10ª cidade com mais negócios mundo e só perde na América Latina para a Cidade do México.

Até 2025, entretanto, perspectivas apontam que os mexicanos serão ultrapassados e São Paulo passará a ocupar a sexta posição mundial em riquezas.

Atualmente são 39, as cidades de países em desenvolvimento, que figuram entre os 100 municípios mais ricos do mundo.

Estudo da Pricewaterhouse Coopers aponta Buenos Aires na 11ª posição e o Rio de Janeiro na 30ª.

Estes são apenas alguns dos retratos contraditórios da metrópole que completa 468 anos com problemas que se multiplicam todos os dias diante dos nossos olhos.

Prometo para a próxima postagem me esforçar em trazer algo mais singelo que ainda possa existir nesta São Paulo de todos os tempos.

Fontes: Fundação Seade, Rede Nossa São Paulo, Portal Secovi-SP , Agência Pricewaterhouse Coopers, FGV e Valor Investe Imóveis.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Monumento a Ayrton Senna mudou de lugar há quase cinco anos e houve quem descobrisse só agora

Em qual cidade fica a Praça Ayrton Senna do Brasil? Não pense muito para responder porque ela fica mais perto do que se imagina.

Se a resposta foi São Paulo, acertou!

Você já a visitou? Muitos ainda não foram até lá com certeza, mas agora posso dizer que fui.

É que a cidade muda tão rapidamente sua paisagem que nem dá tempo de conhecer ou mesmo ficar sabendo de tudo.

Acontece o seguinte: Dia desses em conversa informal com o colega articulista e professor de oratória, Reinaldo Polito, ele citou a retirada do monumento sobre a entrada do túnel Ayrton Senna que passa por baixo do Lago do Ibirapuera.

Respondi que não tinha percebido a retirada da estátua e me penitenciei depois, porque sempre fui elogiado por estar de olho na cidade.

Então culpei a pandemia, mas fui atrás e fiquei surpreso em saber que a Praça Ayrton Senna do Brasil, existe desde 2017.

Foi inaugurada dentro do Centro Esportivo Modelódromo, localizado na Rua Curitiba, 129 atrás do Círculo Militar, do outro lado do Parque do Ibirapuera.

Resolvi então visitar o lugar e assim pude ver com mais tempo e tranquilidade, detalhes da obra esculpida em 1995 pela artista plástica Melinda Garcia.

O monumento em bronze leva o nome “Velocidade, Alma e Emoção” e faz lembrar o Fórmula 1 conduzido pelo tricampeão do mundo ostentando a bandeira nacional.


Quando posicionado na entrada norte do túnel que passa por baixo do Lago do Ibirapuera, além de não dar tempo para vê-lo direito, em meio ao trânsito, o monumento começou a ser atacado por vândalos e pichadores.

Recuperado, seguiu para a praça projetada pelo arquiteto Benedito Abbud, que é toda plana com piso asfáltico e gramado, playgrounds para as crianças e equipamentos de ginástica para os adultos.

Foi feito também um cachorródromo com obstáculos para as brincadeiras dos animais, tudo isso bem ao lado da escultura de cinco metros posicionada sobre uma plataforma.

Há também um capacete em bronze doado pelo Instituto Ayrton Senna, onde me deixei fotografar para mostrar a vocês que de fato estive lá.

Só lamentei não terem colocado bancos nas imediações das obras de arte para que as pessoas pudessem sentar e apreciar melhor, inclusive a paisagem de árvores remanescentes da Mata Atlântica.

A praça Ayrton Senna do Brasil foi inaugurada exatamente em 1º de maio de 2017, quando se completaram 23 anos da morte do piloto.

Demorei para descobrir este belo espaço dentro da cidade de São Paulo, procurarei visitá-lo outras vezes.

 

Fotos produzidas por Gustavo Alves


sábado, 1 de janeiro de 2022

O Brasil 2022 se inicia parado no tempo cem anos depois da Semana de Arte Moderna

Passado o réveillon um novo ano se inicia e uma das efemérides nos remete cem anos atrás para o mês de fevereiro, quando acontece a Semana de Arte Moderna de 1922, entre os dias 13, 15 e 17, antecedendo o carnaval.

O grande objetivo do encontro financiado pelo mecenas Paulo Prado, com o apoio de Graça Aranha, renomado escritor do Rio de Janeiro, foi dar impulso a um questionamento levantado a partir de 1917, sobre os rumos culturais e artísticos do Brasil daquela época.

No entender dos modernistas, ficava claro após as críticas de Monteiro Lobato a uma exposição da artista plástica Anita Malfatti, que o país havia parado no tempo em relação aos modos e costumes. 

Diziam eles que a sociedade paulista se comportava igual aos europeus de 1850, inclusive no modo de vestir.

O ensejo das comemorações dos 100 anos da Proclamação da Independência, ajudou a levantar e aquecer as discussões sobre o tema.


A série de apresentações aconteceu no Teatro Municipal ocupando escadarias, saguão e o palco com uma agressividade entre público e artistas jamais vista, na qual vaias e aplausos se misturaram.

Encerrada a Semana de Arte Moderna tudo pareceu seguir como antes, mas as sementes foram lançadas e brotaram pouco a pouco pelo caminho tanto no teatro, quanto na literatura, música, cinema e até na mídia radiofônica.


O tropicalismo, surgido na década de 1960, embora apenas musical serve de exemplo para que possamos compreender o que foi o movimento modernista, a partir de 1922  para uma  mudança de comportamento em relação às artes.

Nossa conclusão é que a Semana de 22 aglutinou os descontentes com a arte e fez surgir respostas trazidas por novos artistas.

Sera importante que acontecesse neste século 21, algo semelhante, uma nova Semana de Arte Moderna para de novo chacoalhar as mentes e definir reflexões musicais e artísticas de um modo geral.

Nosso país passa por uma crise de modernidade pós-modernismo, na qual ideais saudosistas de um passado retrógrado buscam impedir avanços que levem ao surgimento de uma sociedade mais esclarecida. 

Precisamos de novos modernistas para iluminar corações e mentes que venham salvar o Brasil da ação dos reacionários pela via artística.

Espero que em 2022 encontremos saídas para a crise cultural através do entendimento, da paz, do amor e do voto consciente. Tenham todos e todas um Feliz Ano Novo!



terça-feira, 28 de dezembro de 2021

O poeta Carlos Drummond de Andrade e seu sentimento pela chegada de mais um Ano Novo

Há sentimentos no Brasil que só o Rio de Janeiro consegue expressar, como é o caso da estátua em bronze do poeta Carlos Drummond de Andrade, na orla de Copacabana. Ela emociona!

A estátua foi instalada no calçadão da praia, em outubro de 2002, quando se comemorou o centenário do escritor nascido em Itabira, Minas Gerais, em 31 de outubro de 1902.

A escultura foi lapidada pelo artista plástico Léo Santana e custou na época aos cofres públicos R$ 65 mil.

Desde então se tornou possível ver a imagem do "poeta-maior", sentado à beira da praia, como costumava fazer em seus tempos de morador na cidade maravilhosa.


Os turistas, por sua vez, ao descobrirem a nova atração se viram tentados em sentar ao lado da escultura e se deixarem fotografar.


Isto não impediu episódios de vandalismo, pois além dos óculos costumeiramente furtados, se tornaram comuns relatos de pichações, pinturas e outras depredações, mesmo debaixo das câmeras de segurança.

São Paulo é uma cidade diferente do Rio, porque menos afeita aos turistas, só recebe estrangeiros que aqui chegam a negócios.

Deste modo, suas atrações são também mais ásperas, rígidas e abreviadas, podendo mesmo ser vistas por quem passa de carro.


Este pode ser o caso do Monumento do Ipiranga, mas quem se aproxima dele, percebe que também há vandalismos de engraçadinhos que costumeiramente roubam a espada de Dom Pedro I, posicionada na parte inferior do monumento.


Nesta foto a espada aparece, mas via de regra ela é roubada e depois substituída por uma outra através da subprefeitura do bairro que já se acostumou com esse tipo de depredação.

São pequenos furtos que de nada servem a quem os pratica, a não ser os gracejos obtidos para diversão e deleite dos que o cercam.

Neste ano de 2022 iremos comemorar o centenário de inauguração do Monumento do Ipiranga, obra gigantesca esculpida pelo artista plástico italiano, Ettore Ximenes.

Este trabalho muito mais ornamentado nem pode ser comparado à estátua de Drummond, no Rio de Janeiro, tamanha a simplicidade que no entanto, causa deslumbramento pela sua originalidade.

Seria bom a esses que se apropriam das espadinhas, ou dos óculos das obras de arte, que levassem consigo na hora do furto, um pouco do sentimento das crônicas ou poesias de Carlos Drummond de Andrade.

Claro que é difícil, porque nestes corações rudes as emoções demoram a acontecer e quando surgem, aparecem com menos intensidade.

Seguem então, para sensibilizar, as palavras do poeta sobre o que significa a entrada de mais um Ano Novo.


“
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você, desejo o sonho realizado, o amor esperado, a esperança renovada. Para você, desejo todas as cores desta vida, todas as alegrias que puder sorrir, todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida e gostaria de lhe desejar tantas coisas... Mas nada seria suficiente...

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos e que sejam desejos grandes... e que eles possam te mover a cada minuto, ao rumo da sua FELICIDADE!”

Carlos Drummond de Andrade 


Em 2022, o movimento modernista será lembrado pelo centenário da Semana de Arte Moderna, acontecida em São Paulo, e que modificou os modos de compreensão das artes e dos sentimentos contidos nas entrelinhas.

Que assim seja novamente e que todos os leitores e leitoras deste blog tenham um Feliz Ano Novo, repleto de belas imagens e boas notícias.



 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Conheça todas as lendas e verdades sobre Jesus e o Natal

Existe fato mais inusitado que um menino nascer em uma estrebaria, entre animais e ser no dia seguinte visitado por pastores e depois presenteado por reis magos vindos de um lugar distante do oriente?

As histórias que envolvem o nascimento de Jesus Cristo e o Dia de Natal são cheias de curiosidades e de muita fé.

Em Lucas capítulo 2 versículos 13 a 18 está escrito que na primeira noite de natal; “... anjos cantavam louvores... Glória a Deus no mais alto dos céus...”

Quando chega o Natal todos costumam ficar mais solidários, até mesmo os ateus recebem e oferecem presentes.

A festa do Natal ainda é abrangente e calorosa, apesar de todo o stress que a data envolve, como as correrias atrás das compras e a ostentação exagerada e até anticristã de alguns.

A origem das comemorações remonta os tempos do rei romano Constantino, aquele que abraçou o cristianismo.

Foi ele quem escolheu o 25 de dezembro para se comemorar o nascimento de Jesus para assim substituir uma festa pagã que se fazia ao deus Mitra, que anunciava o surgimento do sol em pleno inverno.

O Natal dos cristãos, entretanto, só foi introduzido no calendário da Igreja Católica no quarto século pelo papa Julio I, cujo pontificado durou 15 anos, entre 337 e 352 d.C.

Ao redigir seu evangelho, São Lucas, além de escritor e médico, era também bom repórter. Apenas ele entrevistou a Virgem Maria, mãe de Jesus, tamanha a quantidade de informações relativas ao nascimento de Cristo que somente ela poderia ter contado.

Nas vésperas do nascimento, Maria e José viajaram de Nazaré, onde moravam, até Belém para responder a um recenseamento.

Como a cidade estava repleta de visitantes, não encontraram lugar em nenhuma estalagem para passar a noite.

Tiveram então que se recolher em um estábulo, entre bois e cabras, sendo que ali mesmo a criança nasceu.

Depois, explica o evangelista que“o menino foi enrolado em panos e deitado sobre as palhas de uma manjedoura”.

Interessante também, é que mesmo antes dele nascer já se falava de sua chegada, a ponto dos reis magos, Baltazar, Melchior e Gaspar se dirigirem a Belém para entregar seus presentes, guiados por uma estrela.

Quem disse a eles que ali nasceria o messias, tão citado no velho testamento? Ninguém sabe, embora naquele tempo magos fossem pessoas consideradas capazes de adivinhar acontecimentos futuros ou ainda fazer previsões.

Mas existem outros mistérios que envolvem o nascimento de Cristo, daí o surgimento de tantas lendas e tradições, alguma delas contidas nos evangelhos considerados apócrifos sobre os quais um dia, ainda escreverei a respeito.

Com a difusão do cristianismo e a implantação do catolicismo por Constantino, a tradição do Natal espalhou-se pela Europa.

Diziam os antigos que um pinheiro colocado dentro de casa, por ocasião das festas, propiciaria fartura para o ano todo.

Outra lenda é que a primeira árvore de Natal foi montada na Alemanha e que o costume surgiu na Baviera.

O hábito da troca de presentes veio mesmo por influência dos reis magos que deram a Jesus poções de ouro, incenso e mirra.

“O ouro evidencia a presença de um rei entre nós; o incenso é usado no sacrifício a Deus; e a mirra, por fim, servirá para embalsamar o corpo do Senhor morto”, explicou certa vez o papa Bento XVI em uma de suas homilias, durante o ano 2010.

A figura do Papai Noel nada mais tem a ver com a religiosidade, ele serve agora de símbolo para o comércio promover suas vendas  sem confrontar aspectos político-religiosos.

Verdade também é que ele surgiu inspirado na figura de um santo católico, chamado Nicolau, muito caridoso, que após a morte passou a ser lembrado pelos presentes que distribuía aos pobres.

Entretanto, Nicolau nunca vestiu roupas vermelhas e nem morou na Lapônia; isto foi inventado pela publicidade norte-americana ao longo da história.

Nos Estados Unidos, ele é chamado de Santa Claus; na Inglaterra, Father Christmas e em Portugal, Papai Natal.

As crianças chinesas não recebem presentes no Natal, mas durante as celebrações do ano novo chinês, que acontece em janeiro, mas elas conhecem o Papai Noel pelo nome Dunche Lao Ren.


As renas do Papai Noel possuem nomes: Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donder e Blitzen. Decorou? A Lapônia existe e fica no norte da Finlândia, onde faz um frio danado.

O presépio que representa o nascimento de Jesus, em pequenas estátuas, foi imaginado por São Francisco de Assis, em 1223, classificado por historiadores como uma das figuras mais influentes do primeiro milênio.

As velas significam a boa vontade das pessoas em iluminar a noite de Natal, pois no passado, quando ainda não haviam descoberto a eletricidade, as velas eram colocadas sobre candeeiros nas janelas das casas.

Os cartões de Natal são mais recentes, surgiram em 1843 na Inglaterra, sob inspiração John Horsley que o ofereceu a um amigo, Henry Cole.

Este gostou tanto, que sugeriu fazer cartas rápidas para que todos se felicitassem mutuamente em todo final de ano.

Desde a sua origem até os dias atuais, o Natal segue carregado de magia. Os ritos e canções vieram por sugestão da Igreja, como forma de teatralizar o nascimento de Cristo e assim evangelizar.

As cenas foram ganhando modificações ao longo dos séculos sem perder o sentido da confraternização.

E assim, deste modo, chegamos ao que temos hoje.

Como disse certa vez um poeta,“é melhor ser alegre que ser triste”.

Sendo assim, faço votos de um Feliz Natal a todos e todas!

Ah! Não se esqueçam de cumprimentar o aniversariante!


Pesquisa: Valéria Rambaldi

sábado, 18 de dezembro de 2021

Justiça de SP manda lacrar Maksoud Plaza: "Retirem os móveis e depois tranquem o prédio"

A decisão do desembargador Araldo Telles, da 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial, do Tribunal de Justiça de São Paulo, atendeu a um pedido da família.

Os filhos do fundador, Henry Maksoud, não concordaram com a forma do acordo acertado entre a atual administração do hotel com os credores e questionaram os prazos estabelecidos.


No ano passado o cinco estrelas mais famoso de São Paulo, pediu à Justiça um prazo para recuperação judicial a esgotar-se em 30 de janeiro de 2022.

Por esta razão a justiça entendeu que a decisão dos credores e demais envolvidos foi precipitada.

A mobília está sendo retirada, mas o prédio ficará fechado até a data prevista.

Na foto acima vemos o edifício de 22 andares do Maksoud Plaza sendo construído.

Observem no canto debaixo da foto, no lado esquerdo, aparece uma parte ainda de pé do colégio de freiras demolido para dar lugar ao hotel.

O Maksoud Plaza hospedou os príncipes Rainier e Albert, de Mônaco e a atriz francesa Catherine Deneuve.

Certa vez entrevistei Claudio Maksoud, filho mais novo do magnata, que é músico e artista plástico.


Ele contou que quando os Rolling Stones se apresentaram no Brasil pela primeira vez, em 1995, se hospedaram no hotel.

Claudio se admirou do profissionalismo deles e deu a seguinte explicação:

“Após as apresentações eles reuniam todo o staff em uma sala reservada e discutiam o que tinha dado certo ou errado durante os shows”.

Claudio Maksoud também ficou impressionado com o desempenho de Alberta Hunter, cantora de blues norte-americana.

“No início da década de 1980, ela estava próxima dos 90 anos quando veio a São Paulo e fez uma apresentação magnífica no Teatro Maksoud Plaza”.

Assista um trecho da histórica apresentação de Alberta Hunter em São Paulo.

As histórias do Maksoud Plaza #109 - São Paulo de Todos os Tempos | Podcast no Spotify

Ou

https://open.spotify.com/episode/2mOvoEWHX3syaWrj1vMyjM

Para quem quiser acessar a entrevista que fizemos com Claudio Maksoud, copie acima o link de acesso à página São Paulo de Todos os Tempos em podcast, no Spotify gratuito.

Em 2015, o Frank Bar foi inaugurado e logo entrou na lista dos melhores bares do mundo, segundo a World's 50 Best Bars.