Começa mais uma campanha eleitoral, a polarização política mais uma vez está presente e isso prejudica o Brasil.
A maioria prefere votar no candidato de estimação,
seja do lado em que ele estiver, sem levar em consideração eventuais propostas de governo em nome da população.
Palanques se tornaram currais eleitorais, pessoas se comportam como carneirinhos obedientes diante de candidatos demagogos e de perfis autoritários.
Isto revela a baixa estima de uma parte da população independente da classe social, fenômeno que acontece no mundo todo.
Estudos do psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung (1875-1961),
dão a esse comportamento o nome “inconsciente coletivo”.
Tal constatação aparece nas redes sociais no formato
de bolhas, onde se agrupam os defensores de ideias que os agradam.
Nada discutem, repetem comentários com palavras de ódio, fazem ataques pessoais aos adversários, compartilham notícias falsas e tudo mais que interesse ao seu candidato. .
Problemas sérios são deixados de lado, um deles, a
situação em que vivem milhares de idosos pelo país afora.

No mundo atual, contar com a ajuda de filhos ou parentes nem sempre é um
caminho que pode dar certo.
Nem todos se preparam para o dia de amanhã e quando a velhice chega tudo muda, com ela vem o salário de aposentado e em alguns casos há o isolamento social, poucos conversam com os idosos.
Palavras como “Asilo” e “Casas de Repouso” estão em
desuso, deram lugar a essa nova denominação, mas que na verdade, significa mais ou menos a
mesma coisa.
As ILPI funcionam em sistema de filantropia, a maioria
fundada por entidades religiosas, organizações não governamentais voltadas à
comunidade e pela iniciativa privada
Essas instituições seguem regulamentos estabelecidos
por leis federais, tendo por base o Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº
10.741/2003 e resoluções da Anvisa.
Em 2010, o Brasil tinha 20,5 milhões de idosos, hoje estimativas
apontam para 35,2 milhões, ou seja, 72% a mais em 15 anos.
Projeções apontam: em 2050 seremos 65 milhões de
brasileiros acima dos 60 anos, quase um terço da população.
A explosão demográfica de idosos está em curso, medicina avançou, remédios mais eficientes, pessoas vivem mais.
Tudo isso é bom, mas precisamos refletir sobre como será a vida quando a nossa autonomia declinar?
As ILPI mais acessíveis financeiramente funcionam
assim: até 70% do benefício previdenciário é destinado à instituição e os 30%
restantes ficam para os gastos pessoais do interno.
O Estado cumpre o papel fiscalizador e punitivo através
de inspeções sanitárias, mas são pouquíssimas as verbas.
Deputados e senadores não se preocupam com a situação
dos idosos, são raras as exceções, verbas parlamentares seguem outros destinos.
Regras foram definidas pela corte após impasse entre os poderes executivo e legislativo.
O IBGE aponta que cerca de 160 mil idosos vivem hoje recolhidos
em “Casas de Repouso”, no caso as ILPI.
A jornalista Aline Salla, editora da Revista Cuidar, escreveu
um artigo propondo atenção mais detalhada sobre as ILPI.
Essas instituições não podem ser tratadas
como último recurso para uma pessoa idosa. Todas as ILPI buscam ter condições de ser um local de convívio alegre e saudável.
Aline defende: "é preciso reeducar a sociedade no sentido da compreensão que um dia a velhice chega”.
Neste sentido em seu texto ela defende a necessidade
de se expandir, qualificar e padronizar os serviços das ILPI.
“O Estado precisa assumir o papel de não apenas fiscalizar, mas de financiar iniciativas”. Em suma, “envelhecer com assistência não é concessão, é direito garantido pela Constituição e pelo Estatuto da Pessoa Idosa”.
A desculpa é sempre a falta de verbas, o déficit fiscal e a dívida pública, na verdade os governantes precisam aprender a gastar de forma criteriosa e não em troca de favores e cargos.
De nossa parte sugiro a vocês, leitores e leitoras deste blog, que perguntem ao seu candidato qual o projeto dele em relação à terceira idade. Peça a ele ou ela quando olhar no espelho se lembrar de como era seu rosto quando mais jovem.
Através do espelho somos capazes de refletir nosso
próprio futuro no sentido de que o tempo passa e a gente nem percebe.
De repente estamos idosos. Envelhecer não é ruim, todas as fases da vida são boas, precisamos apenas ter discernimento para compreender os limites do corpo e se movimentar com moderação.
Políticos servem para quê? Para nos representar. Disseminar
o ódio não é atribuição que cabe a eles.
Apresentar projetos voltados à população é o que mais
importa e isto vale para todas as instâncias do voto.
Pensemos bem em quem iremos votar nessas eleições.
Fonte: ©Revista Cuidar — No coração das
ILPI - Aline Salla
Imagens: Google


















































