Quem acompanha este blog conhece a saga de Laéssio Rodrigues de Oliveira, o maior ladrão de livros raros no Brasil.
Em março ele foi visto nas dependências do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e a polícia foi avisada.
Por ser um velho conhecido dos policiais, por outras 11 passagens, foi preso novamente no mês de maio e está recolhido no CDP de Pinheiros.
Passados alguns meses, em 13 de agosto último, a Polícia
Civil de São Paulo recuperou, em São Bernardo do Campo, as obras de arte
roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no fim do ano passado.
Na ocasião, oito gravuras do pintor francês Henri Matisse, foram levadas de uma exposição em um domingo bem cedo, sorte foi que houve o registro das câmeras de segurança.
A polícia seguiu investigando e através de novas provas concluiu que Laéssio, por ter sido estagiário da biblioteca anos atrás, conhecia os detalhes do recinto que permitiram a ele elaborar o assalto.
Neste caso da biblioteca, houve a ajuda de um homem e de uma mulher formada em Direito que arregimentava comparsas para os crimes.
Após sacramentar seus furtos, Laéssio levava os produtos para
o exterior e os vendia para colecionadores.
As investigações continuam com a ajuda da Interpol
para identificar quem são os receptadores dessas obras.
Para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, a ocorrência desse tipo de crime chama a atenção:
Por que colecionadores se interessariam em adquirir produtos sabidamente roubados?
O caso aponta para a necessidade de vigilância
constante por parte de todos os que cuidam do patrimônio nacional.
Para saber mais sobre o ladrão de livros
raros acesse: Blog
do Geraldo Nunes: Ladrão de livros raros volta a atacar em São Paulo
Fontes: Agência Brasil e Portal G1
Fotos: CNN Brasil
Matisse: Google


