terça-feira, 18 de agosto de 2026

Polícia recupera obras de arte roubadas por ladrão de livros raros

Quem acompanha este blog conhece a saga de Laéssio Rodrigues de Oliveira, o maior ladrão de livros raros no Brasil.

Em março ele foi visto nas dependências do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e a polícia foi avisada.

Por ser um velho conhecido dos policiais por outras passagens, foi preso novamente no mês de maio tentando roubar livros raros da Fundação Casa Rui Barbosa, do Rio de Janeiro.

Um segurança que se negou a ser corrompido avisou os policiais após Laéssio iniciar sua ação, quando foi autuado em flagrante delito.

Passados alguns meses, dias atrás, em 13 de agosto último, a Polícia Civil de São Paulo recuperou, em São Bernardo do Campo, as obras de arte roubadas da Biblioteca Mário de Andrade, no fim do ano passado.

Na ocasião, gravuras do pintor francês Henri Matisse, foram levadas de uma exposição em um domingo bem cedo, sorte foi que houve o registro das câmeras de segurança.

A polícia seguiu investigando e, através de provas obtidas, concluiu que Laéssio, por ter sido estagiário da biblioteca anos atrás, conhecia detalhes do recinto que permitiram a ele elaborar o assalto.

Também neste caso houve a ajuda do mesmo homem e mulher presos com o criminoso no Rio de Janeiro.

Após sacramentar seus furtos, Laéssio levava os produtos para o exterior e os vendia para colecionadores.

As investigações continuam com a ajuda da Interpol para identificar quem são os receptadores dessas obras.

Para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, a ocorrência desse tipo de crime chama a atenção:

Por que colecionadores se interessariam por produtos roubados?

O caso aponta para a necessidade de vigilância constante por parte de todos os que cuidam do patrimônio nacional.


Para saber mais sobre o ladrão de livros raros acesse: Blog do Geraldo Nunes: Ladrão de livros raros volta a atacar em São Paulo

Fontes: Agência Brasil e Portal G1

Fotos: CNN Brasil

Matisse: Google