terça-feira, 10 de março de 2026

Polilaminina: Descoberta brasileira traz esperança a paraplégicos e tetraplégicos

A maioria das pessoas ainda não sabe o significado da palavra polilaminina, mas em breve iremos pronunciá-la mais vezes.

Estudos mostram que uma proteína natural produzida pelo corpo humano, quando desenvolvida em laboratórios, pode regenerar lesões medulares.

A surpresa é que essas pesquisas estão sendo desenvolvidas aqui no Brasil e os resultados altamente positivos.

O sonho de voltar a andar faz parte da vida de todas as pessoas que, após lesões na coluna vertebral, se tornaram paraplégicas ou tetraplégicas.

Por enquanto, é bom ressaltar, essas pesquisas não estão concluídas, mas os resultados parciais são animadores.

Sou jornalista, tenho uma deficiência física e como convivo com essa situação há muito tempo, percebo entre os colegas de profissão, certa dificuldade para lidar com o tema.

Não podemos aumentar demais as expectativas, porque entre as PcDs, cada caso é diferente um do outro, é preciso ter cautela na hora de informar.

Entre os colegas de imprensa são poucos os especialistas no assunto, um dos entendidos é Rodrigo Antônio Rosso.

Ele não é PcD, mas comanda a Revista Reação, voltada a esse público.

Em editorial assinado na edição nº 165, deste mês - março 2026 - Rodrigo faz referências à cientista-bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Dra. Tatiana Sampaio, é a coordenadora da pesquisa que aos poucos está revelando os caminhos que levam à regeneração da medula espinhal abalada por lesões graves.

Testes realizados por ela com um tipo de proteína, a “laminina”, apontaram que é possível restituir tecidos para estimular a reconexão neural.

Em outras palavras funciona “como uma espécie de 'tapete' ou um 'andaime'” – descreve Rodrigo Rosso.

A polilaminina auxilia as células a se prenderem e crescerem organizadas de forma a cicatrizar as lesões”.

Ao ser aplicada a polilaminina oferece ao corpo grande potencial para restaurar movimentos, os resultados estão sendo promissores mais para as lesões recentes do que nas antigas.

A notícia causou alvoroço no público interessado e com isso alguns colegas, não sabendo lidar com o tema, aumentam demais as expectativas.

“Recentemente a Anvisa autorizou o início de estudos clínicos da fase 1 para avaliar a real segurança em humanos” - informa o editorialista da Revista Reação.

Isto aponta, segundo ele, “que embora os resultados preliminares sejam animadores ainda não há um tratamento disponível”.

Ainda é preciso comprovar cientificamente os resultados positivos das próximas fases para garantir a eficácia e segurança no tratamento em larga escala.

Em seu editorial a Revista Reação relata que alguns resultados favoráveis apresentados na mídia animaram a todos.

Bruno Drumond, tetraplégico por lesão medular, depois da aplicação de polilaminina voltou a andar, isso despertou esperanças em pessoas com problemas semelhantes.

“Até agora o que se sabe é que os resultados são mais positivos nas pessoas recém-lesionadas”, enfatiza o jornalista da Revista Reação. 

Rodrigo Rosso, na foto acima, recomenda que se dê tempo ao tempo para a cientista e sua equipe trabalhar em paz, focados na pesquisa.

O apelo de nosso colega vale também para nós profissionais de imprensa em geral.

Dra. Tatiana Sampaio vem sendo solicitada em demasia para entrevistas, com isso recebe críticas de outras áreas e certos comentários podem atrapalhar o trabalho dela.

Rodrigo Rosso da Revista Reação defende a cientista ao concluir: “Só pelo que ela alcançou até aqui já merece um Prêmio Nobel”.

Agora falta alcançar a tão almejada comprovação científica, as pesquisas continuam.

Esperamos que não ocorram interferências políticas, empresariais ou econômicas que dificultem o aprimoramento no Brasil da polilaminina.

Aos paraplégicos e tetraplégicos por lesão medular recomendo fé e esperança. Essa, é a última que morre.


Para saber mais sobre o universo das Pessoas com Deficiência, acesse o Portal Revista Reação: Revista Reação


Fonte: Revista e Portal Reação
Fotos: Pesquisa Google

13 comentários:

  1. Excelente notícia, vamos acompanhar o desenvolvimento dos estudos e torcer para o êxito total da pesquisa.

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  2. No meu modesto entendimento ,como toda investigação de um novo método,é necessário mais tempo de seguimento para uma avaliação mais fidedigna dos resultados. Decisões açodadas, precipitadas e emocionais podem gerar na população ,via mídia ,falsas expectativas,ilusões e frustrações ,e com isso expor os ilustres colegas que estão buscando um avanço fantástico da ciência ao desgaste de credibilidade e ao risco de serem interpretados como praticantes de propaganda mal sã. Cautela,critérios rigorosos e ações restritas do invento ao ambiente médico científico além de pouca exposição midiática devam ser as palavras de ordens!

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  3. Ansiosa para o resultado final. Será um grande avanço e uma grande alegria para o Brasil e o resto do mundo.

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  4. excelente matéria !!!!

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  5. Importante matéria.

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  6. Essa pesquisa vem sendo desenvolvida e coordenada por Tatiana Sampaio e sua equipe há mais de 20 anos e resultados em humanos já comprovam a eficácia da polilaminina, proteína extraída da placenta. Além disso, a Anvisa acaba de aprovar essa medicação que passará a ser utilizada pelo SUS! PARABÉNS DRA TATIANA! Parabéns pelo texto, Geraldo!

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  7. Boa matéria Gera! Vc assistiu no Fantástico sobre esse assunto? Tem gente já entrando na justiça para conseguir o tratamento, mesmo ainda estando em fase de testes.

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  8. Show! Concordo plenamente! Só penso que a pesquisadora não deveria se expor na mídia. Assim como existem pessoas esperando os benefícios da polilaminina, existem grupos interessados em manchar a imagem da pesquisadora por não ser médica.

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  9. Aquele que tem esperança e fé, Deus proverá - Onde há Deus, nada faltará! 🤝

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  10. COMPLEMENTO DE MINHA PESQUISA: A medula é o caminho para que os neurônios emitam comandos para o corpo. A polilaminina recupera os axônios, a parte dos neurônios que serve como ponto para transmitir as informações de um para o outro e assim promover os comandos do corpo. Se tudo der certo em 5 anos a polilaminina estará aprovada, mas há 55 pedidos na justiça, 30 já aprovados, a aplicação só está sendo feita por por neuro-cirurgiões envolvidos na pesquisa da UFRJ. Já se observa que a polilaminina dá mais certo em casos onde há lesão completa de medula, quando não há mais como os comandos do cérebro chegarem à medula. Em casos de lesões incompletas, não há garantia de benefícios e pode até haver perda de movimentos. Também se observou que é melhor aplicar a polilaminina em casos recentes, quando ainda a lesão não cicatrizou. Existe uma classificação internacional para lesões medulares chamada ASIA que classifica a gravidade da lesão de A (completa) a E (função normal). GERALDO NUNES



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