quinta-feira, 19 de março de 2026

Ladrão de livros raros volta a atacar em São Paulo

Na sede do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo - IHGSP, Rua Benjamin Constant, bem no centro da metrópole, um velho conhecido da polícia tentou agir.

Laéssio Rodrigues de Oliveira, ficou famoso por roubar livros raros e obras de arte para revendê-los de forma clandestina, já foi preso três vezes, agora foragido, está na mira da polícia novamente.

Ao perceber que estava sendo observado, conseguiu burlar a segurança e foi embora antes que os policiais chegassem.

Laéssio ganhou fama durante a década de 2000, furtou e roubou livros raros e obras de arte valiosas de instituições culturais.

Suas ações criminosas renderam a ele cerca de 300 mil dólares obtidos em vendas no mercado ilegal.


O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo é um guardião da história paulista, mantém em suas dependências um acervo que inclui diversos livros e pinturas.

João Tomás do Amaral, é o presidente do instituto, ele já conhecia o histórico do assaltante que costuma visitar museus, bibliotecas onde se apresenta como “pesquisador cultural”.

Em 27 de fevereiro, uma sexta-feira, o ladrão que já cumpriu penas por furto e roubo de livros raros, apresentou-se na portaria do IHGSP.

Laéssio se identificou como um visitante capixaba que conhecia São Paulo pela primeira vez, acompanhado de duas pessoas.

De boa conversa, articulado e culto, é muito simpático, mesmo assim despertou atenção porque estava de máscara cirúrgica e disse estar com a saúde fragilizada. 

“Enquanto ele se atinha observando alguns quadros em expsoição nas dependências do instituto, procurei no meu celular e encontrei a foto dele, o reconheci imediatamente”, explicou João Tomás.

O presidente do IHGSP, se afastou alguns instantes do suspeito e acionou a segurança interna.

Laéssio percebeu a movimentação, imediatamente desceu por outro elevador e saiu do prédio antes que os seguranças chegassem até ele.

Na entrada o acusado assinou dois livros de visitas. No primeiro, colocou o nome completo e no segundo um outro nome, o que configura falsidade ideológica.

A polícia investiga o caso, ainda não há relação confirmada da participação dele no roubo da Biblioteca Mario de Andrade, em dezembro do ano passado.


O que se sabe é que Laéssio Rodrigues de Oliveira foi estagiário de um curso de biblioteconomia no início dos anos 2000, ele entende de livros.

Último advogado a defendê-lo, José Carlos Abissamra Filho, afirmou que não tem mais contato com ele.

A história desse ladrão poderia até render um filme, ela está contada em detalhes na extensa reportagem da BBC Brasil, assinada pelo jornalista Carlos Juliano Barros. 

Acesse: A história do 'maior ladrão de livros raros do Brasil' - BBC News Brasil


Fontes: IHGSP - BDSP – Fábio Behend

Fotos: BBC News

Pintura Pátio do Colégio: Cristiane Carbone


12 comentários:

  1. Muito interessante esta história.

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  2. João Tomás do Amaral - IHGSP20 de março de 2026 às 08:50

    Nosso instituto em SP fechou sua área de pesquisas após flagrar a presença do ladrão de livros Laéssio Rodrigues de Oliveira. Visitas públicas estarão suspensa por tempo indeterminado devido à identificação em nossas dependências desse confesso ladrão de milhares de obras raras em bibliotecas e museus brasileiros desde os anos 1990. Obrigado Geraldo pela divulgação.

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  3. Que ladrão inteligente esse Laéssio! No Brasil é assim: vai preso! depois solto! E nunca cumpre pena por completo! Abraço! Ninero Torres - via WhatsApp.

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  4. Pedro Osvaldo Scattone20 de março de 2026 às 08:54

    Bom dia. Essas barbaridades acontecendo pelo descaso da justiça que não funciona.

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  5. Olá Geraldo. Que lástima, nem os livros estão livres da bandidagem!

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  6. Incrível! O roubo de livros, obras de arte, peças de museu, etc., raros, deveria ser considerado um crime hediondo. E como tem gente que só trabalha para o mal, só planeja o mal, só vive em função do mal ! 😞

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  7. Gerldo Nunes, como artista, pintor digital, me chamou atenção o seu relato.

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  8. Mas o que não pode acontecer é o acervo histórico do Instituto, em especial a sua biblioteca, ficar fechado para o público, porque um marginal esteve lá tentando roubar obras raras. Eu, ao não ter acesso à biblioteca, estou pagando pela tentativa de crime de outra pessoa. Não é justo! Que se crie um sistema de acesso mais efetivo, e dentro de um determinado horário do dia, por exemplo, se abra as portas para os interessados. Não pode é trancar a cultura, deixá-la isolado dos interessados.

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    1. A ideia é essa, mas por enquanto o Instituto não dispõe de recursos para aumentar a segurança, mas está empenhado nisso. O acusado ligou para o Instituto, um funcionário atendeu e ele proferiu ameaças ao presidente se dizendo vítima de uma calúnia.

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  9. Inacreditável! Pena que esteja solto, não é, Geraldo?

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  10. Tem gente pra tudo. Esse mundo não tem jeito.

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