A COP 30 em Belém terminou sem se adotar, de forma
oficial, um cronograma de financiamentos para o cumprimento das metas ambientais
propostas aos países signatários.
Questões como o fim do uso dos combustíveis fósseis, ainda
estão longe de serem alcançadas, mas se estabeleceu um relatório final.
Denominado,“Acordo Mutirão”, ficou acertado o
compromisso das nações levarem adiante metas que limitem o aquecimento global a 1,5°C
até 2035.
Para isso países ricos terão que aumentar
significativamente o financiamento climático às nações em desenvolvimento.
Será preciso, portanto, contar com a “boa vontade” dos
governantes dos países desenvolvidos.
Como se sabe, nem sempre aquele que decide hoje, será o
mesmo que estará no cargo amanhã.
De todo modo a COP 31 está marcada para novembro de
2026, a sede será na Turquia e para o encontro surgiu uma definição considerada inédita.
Será a Austrália, um país forte economicamente, o
líder entre os países nos processos de negociações para financiamentos.
Outro ponto crucial definido em Belém foi o
reconhecimento pelos demais países da importância dos povos indígenas viverem junto à natureza.
Ficou esclarecido que a presença deles nas florestas
ajuda a frear o aquecimento global.
Quando há um território indígena demarcado todo o meio
ambiente em volta dele se beneficia.
A população indígena ajuda a manter a floresta
intacta, retirá-lo da mata é igual deixar uma moradia urbana abandonada.
Se o proprietário de uma casa vai embora, o imóvel se
deteriora e acaba sendo invadido, ou depredado e depois usado para todo tipo de finalidades escusas.
Nas florestas sem a presença dos índios acontece
o mesmo e quem ocupa o espaço são os grileiros que promovem o desmatamento, o garimpo ilegal, se estabelecem rotas para o tráfico de drogas e contrabando.
Todos precisam entender, especialmente quem vive nas
grandes cidades, que a floresta é a casa do indígena.
O índio retirado de seu habitat passa a ter vida paupérrima
nos centros urbanos, é preciso ter consciência disso.
Outro ponto acertado foi promover a transição energética para aos poucos se deixar de fazer uso das termoelétricas que poluem o ar e degradam o meio ambiente.
Isto não diz respeito propriamente ao Brasil que já promove novas fontes alternativas como a energia solar e eólica, além das usinas hidrelétricas.
Mais uma questão importante foi a de se adotar
práticas agrícolas regenerativas, voltadas a preservar ou restaurar os ecossistemas existentes.
Além da Amazônia, o Cerrado brasileiro vem sendo
desmatado para a formação de pastagens, sem uma reposição correta e se faz necessário aprimorar ações.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -
Embrapa apresentou aos países visitantes propostas inovadoras.
Houve com isso a partilha de conhecimentos daquilo que
o Brasil já adota no agronegócio.
Há países que não possuem tecnologias adequadas voltadas ao
plantio e nesse aspecto a nossa pátria está na frente de muitas outras.
Apesar dos problemas de acomodação e logística e até
de um incêndio em um dos pavilhões, a COP 30 trouxe resultados positivos para o mundo.
Basta aos mandatários terem boa vontade para levar
adiante as práticas ambientais sugeridas.
Donald Trump não sabe o que perdeu!
Que venha, a COP 31.
Fontes: Estadão Conteúdo e Agência Brasil
Fotos: Wilton Jr e Epitácio Pessoa.
Estadão – Bruno Peres. Agência Brasil

















































