Na sede do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo - IHGSP, Rua Benjamin Constant, bem no centro da metrópole, um velho conhecido da polícia tentou agir.
Laéssio Rodrigues de Oliveira, ficou famoso por roubar
livros raros e obras de arte para revendê-los de forma clandestina, já foi preso três vezes, agora foragido, está na mira da polícia novamente.
Ao perceber que estava sendo observado, conseguiu burlar
a segurança e foi embora antes que os policiais chegassem.
Laéssio ganhou fama durante a década de 2000, furtou e
roubou livros raros e obras de arte valiosas de instituições culturais.
Suas ações criminosas renderam a ele cerca de 300 mil dólares obtidos em vendas no mercado ilegal.
O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo é um
guardião da história paulista, mantém em suas dependências um acervo que inclui
diversos livros e pinturas.
João Tomás do Amaral, é o presidente do instituto, ele
já conhecia o histórico do assaltante que costuma visitar museus, bibliotecas onde
se apresenta como “pesquisador cultural”.
Em 27 de fevereiro, uma sexta-feira, o ladrão que já
cumpriu penas por furto e roubo de livros raros, apresentou-se na portaria do
IHGSP.
Laéssio se identificou como um visitante capixaba que
conhecia São Paulo pela primeira vez, acompanhado de duas pessoas.
De boa conversa, articulado e culto, é muito simpático,
mesmo assim despertou atenção porque estava de máscara cirúrgica e disse estar com
a saúde fragilizada.
“Enquanto ele se atinha observando alguns quadros em
expsoição nas dependências do instituto, procurei no meu celular e encontrei a
foto dele, o reconheci imediatamente”, explicou João Tomás.
O presidente do IHGSP, se afastou alguns instantes do
suspeito e acionou a segurança interna.
Laéssio percebeu a movimentação, imediatamente desceu
por outro elevador e saiu do prédio antes que os seguranças chegassem até ele.
Na entrada o acusado assinou dois livros de visitas. No
primeiro, colocou o nome completo e no segundo um outro nome, o que configura
falsidade ideológica.
A polícia investiga o caso, ainda não há relação
confirmada da participação dele no roubo da Biblioteca Mario de Andrade, em
dezembro do ano passado.
O que se sabe é que Laéssio Rodrigues de Oliveira foi
estagiário de um curso de biblioteconomia no início dos anos 2000, ele entende
de livros.
Último advogado a defendê-lo, José Carlos
Abissamra Filho, afirmou que não tem mais contato com ele.
A história desse ladrão poderia até render um filme, ela
está contada em detalhes na extensa reportagem da BBC Brasil, assinada pelo
jornalista Carlos Juliano Barros.
Acesse: A história do 'maior ladrão de livros raros do Brasil' - BBC News Brasil
Fontes: IHGSP - BDSP – Fábio Behend
Fotos: BBC News
Pintura Pátio do Colégio: Cristiane Carbone






Muito interessante esta história.
ResponderExcluirNosso instituto em SP fechou sua área de pesquisas após flagrar a presença do ladrão de livros Laéssio Rodrigues de Oliveira. Visitas públicas estarão suspensa por tempo indeterminado devido à identificação em nossas dependências desse confesso ladrão de milhares de obras raras em bibliotecas e museus brasileiros desde os anos 1990. Obrigado Geraldo pela divulgação.
ResponderExcluirQue ladrão inteligente esse Laéssio! No Brasil é assim: vai preso! depois solto! E nunca cumpre pena por completo! Abraço! Ninero Torres - via WhatsApp.
ResponderExcluirBom dia. Essas barbaridades acontecendo pelo descaso da justiça que não funciona.
ResponderExcluirOlá Geraldo. Que lástima, nem os livros estão livres da bandidagem!
ResponderExcluirIncrível! O roubo de livros, obras de arte, peças de museu, etc., raros, deveria ser considerado um crime hediondo. E como tem gente que só trabalha para o mal, só planeja o mal, só vive em função do mal ! 😞
ResponderExcluirGerldo Nunes, como artista, pintor digital, me chamou atenção o seu relato.
ResponderExcluirUlysses Galletti
ExcluirMas o que não pode acontecer é o acervo histórico do Instituto, em especial a sua biblioteca, ficar fechado para o público, porque um marginal esteve lá tentando roubar obras raras. Eu, ao não ter acesso à biblioteca, estou pagando pela tentativa de crime de outra pessoa. Não é justo! Que se crie um sistema de acesso mais efetivo, e dentro de um determinado horário do dia, por exemplo, se abra as portas para os interessados. Não pode é trancar a cultura, deixá-la isolado dos interessados.
ResponderExcluirA ideia é essa, mas por enquanto o Instituto não dispõe de recursos para aumentar a segurança, mas está empenhado nisso. O acusado ligou para o Instituto, um funcionário atendeu e ele proferiu ameaças ao presidente se dizendo vítima de uma calúnia.
ExcluirInacreditável! Pena que esteja solto, não é, Geraldo?
ResponderExcluirTem gente pra tudo. Esse mundo não tem jeito.
ResponderExcluir