Espantosa a forma como a crônica esportiva trata a seleção brasileira diante dos maus resultados.
Ficam procurando culpados e se esquecem que o problema
é estrutural e de difícil solução.
O Brasil deixou de formar bons jogadores faz tempo e
os motivos são vários.
Maior parte dos grandes clubes brasileiros vive uma situação
financeira difícil e o investimento na formação das equipes de base é cada vez
menor.
Assim que surge um bom jogador, ele é logo vendido
para um time europeu e passa a viver em outro país.
Aos poucos os vínculos com a Pátria mãe vão ficando
para trás e ser convocado para a seleção brasileira passa a ser um transtorno, especialmente se houver lesões.
Outro problema está na quase extinção dos campos de
várzea, substituídos pelas escolinhas de futebol.
Todo menino quando criança sonha em se tornar jogador,
antes o preparo começava nos campos de terra batida.
Ali reside o futebol raiz onde as partidas são disputadas
no mesmo vigor de uma Copa do Mundo em raça e disposição.
Havia depois a peneira para ingressar nos clubes, outro sonho acalentado pela maioria dos meninos da várzea.
Agora os tempos são outros, o pai inscreve seu filho em
uma escolinha de futebol onde o professor passa alguma técnica aos jovens pretendentes e ensina certos fundamentos.
A garotada sai disciplinada, mas não adquire o senso
de improviso e perde o poder de decisão.
Óbvio, nem todos se revelam grandes craques, o agravante é que esses garotos chegam à base na maioria meio-campistas.
Atuar como volante ou meia-atacante é mais fácil do
que jogar nas laterais onde é preciso ter fôlego.
O Brasil não tem mais meia armadores, aqueles que
fazem lançamentos em profundidade e nem centro avantes.
O melhor jogador desses últimos tempos é o Endrick, ainda assim
criticado, especialmente depois da desclassificação.
Diante dessa carência de bons jogadores, os clubes brasileiros da Série A, contratam atletas dos países vizinhos e acaba sendo um bom negócio para ambas as partes.
Apesar de desvalorizada, a nossa moeda possui mais
poder de compra do que o dinheiro argentino, paraguaio ou colombiano.
Os estrangeiros que atuam no futebol brasileiro jogam
por dinheiro, não por amor à camisa dos clubes.
Na hora das convocações vão servir às seleções de seus países e o nosso torcedor perde o interesse pela seleção brasileira.
O técnico Carlo Ancelotti perdeu tempo no ano passado
assistindo aos jogos do Brasileirão onde atuam muitos estrangeiros em posições
vitais.
Esperamos que a partir de agora Ancelotti passe a
acompanhar a preparação das seleções sub-20 e sub-17 e descubra nelas os
possíveis novos craques.
A tarefa é difícil, assim sendo, da mesma forma,
precisará acompanhar os campeonatos europeus onde jogam os brasileiros.
Percebem como está tudo de pernas para o ar? O Uruguai está do mesmo jeito e a Argentina quando o Messi encerrar a carreira, babau.
O subdesenvolvimento da América Latina se escancara no futebol.
Bye, Bye Brasil! Infelizmente nosso país não consegue
mais produzir grandes jogadores e há vários outros motivos.
O que aqui foi escrito diz respeito apenas à ponta de
um iceberg que esconde má gestão, péssimos calendários, interferência das Bets e muita corrupção nas federações esportivas.
O futuro do futebol brasileiro é sombrio, mas a
maioria tapa os olhos e os ouvidos porque uma parte e já faz tempo, segue comprometida com essa corja.
Assim, fica mais fácil colocar a culpa no Neymar, “o
último dos moicanos” e chutam a bola pra frente.
Fotos: Agência Brasil






Perfeito Geraldinho! Parabéns! Bela análise!
ResponderExcluir👏👏👏
ExcluirPerfeito Geraldinho! Parabéns! Bela análise!
ResponderExcluirEu penso o seguinte. Nosso país em vez de todos pensarem à favor, agora tem nós e eles. Na época do Juscelino , todos pensavam à favor; tivemos bons atletas, campeões olímpicos, ?músicos ?extraordinários, bossa nova, ensino progredindo, futebol maravilhoso, ?ganhamos a copa, Brasília, indústria automobilística, naval, novas estradas, muito progresso, muita vontade de trabalhar tanto assim que em 1959 e 1960 os países que mais cresciam no mundo eram o Brasil e Japão.
ResponderExcluirGosto do Neymar e acrescento: O maior artilheiro da Seleção Brasileira varia de acordo com o critério utilizado. Pelos registros oficiais da FIFA, o atacante Neymar lidera o ranking com 79 gols (ou 80 gols em algumas contabilizações) marcados em jogos oficiais.
ResponderExcluirEsses imbecis, que misturam política com futebol, não conhecem o currículo de Neymar como atleta. Fez muito, mesmo convivendo com frequentes lesões porque sempre foi caçado em campo pelos adversários. Marco A. Silva
ResponderExcluirTem razão em tudo que diz, Geraldo. Mas ninguém vai me tirar o prazer de procurar CULPADOS numa campanha específica. E eu já os achei: 1 - o vagabundo do Neymar, que é claro que desconcentrou o grupo de atletas, sendo ele um ex-atleta há muito tempo. 2 - Ancelotti, por ter convocado o vagabundo. 3 - Bruno Guimarães e Endrick, pelo que nao fizeram em campo, quando podiam ter feito.
ResponderExcluirO povo brasileiro é ingrato, não respeita seus heróis nacionais e nem os que defendem as cores de sua seleção. Já disseram que o Garrincha largou da mulher por causa da Elza Soares, Pelé não reconheceu a filha legítima e o Neymar, nem sei o quê. Mbapê também é arrogante, debochou dos paraguaios, mas para o povo francês interessa o que ele faz dentro de campo, o mesmo dos argentinos em relação ao Maradona. Por isso o futebol brasileiro está falido e acabado. É a tal da vibração negativa, do torcer contra. O povo parece ter inveja dos realmente craques e cada povo recebe o que merece.
ExcluirHerói nacional? Tenha paciência!
ExcluirPura real Gera! Tudo isso que vc citou e mais a CBF , o câncer do futebol brasileiro, com vários picaretas no comando.
ResponderExcluirPerfeito Geraldo Nunes. Eu nasci em 1940 pude viver os bons tempos do nosso futebol.
ResponderExcluirUlysses Galletti
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