A maioria das pessoas ainda não sabe o significado da palavra polilaminina, mas em breve iremos pronunciá-la mais vezes.
Estudos mostram que uma proteína natural produzida pelo corpo humano, quando desenvolvida em laboratórios, pode regenerar lesões medulares.
A surpresa é que essas pesquisas estão sendo desenvolvidas
aqui no Brasil e os resultados altamente positivos.
O sonho de voltar a andar faz parte da vida de todas
as pessoas que, após lesões na coluna vertebral, se tornaram paraplégicas ou tetraplégicas.
Por enquanto, é bom ressaltar, essas pesquisas não estão concluídas, mas os resultados parciais são animadores.
Sou jornalista, tenho uma deficiência física e como
convivo com essa situação há muito tempo, percebo entre os colegas de profissão, certa dificuldade para lidar com o tema.
Não podemos aumentar demais as expectativas, porque entre as PcDs, cada caso é diferente
um do outro, é preciso ter cautela na hora de informar.
Entre os colegas de imprensa são poucos os
especialistas no assunto, um dos entendidos é Rodrigo Antônio Rosso.
Ele não é PcD, mas comanda a Revista Reação, voltada a
esse público.
Em editorial assinado na edição nº 165, deste mês - março 2026 - Rodrigo faz referências à cientista-bióloga, professora e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.
Dra. Tatiana Sampaio, é a coordenadora da pesquisa que
aos poucos está revelando os caminhos que levam à regeneração da medula espinhal
abalada por lesões graves.
Testes realizados por ela com um tipo de proteína, a “laminina”,
apontaram que é possível restituir tecidos para estimular a reconexão neural.
Em outras palavras funciona “como uma espécie de 'tapete' ou um 'andaime'” – descreve Rodrigo Rosso.
A polilaminina auxilia as células a se prenderem e
crescerem organizadas de forma a cicatrizar as lesões”.
Ao ser aplicada a polilaminina oferece ao corpo grande
potencial para restaurar movimentos, os resultados estão sendo promissores mais
para as lesões recentes do que nas antigas.
A notícia causou alvoroço no público interessado e com
isso alguns colegas, não sabendo lidar com o tema, aumentam demais as
expectativas.
“Recentemente a Anvisa autorizou o início de estudos
clínicos da fase 1 para avaliar a real segurança em humanos” - informa o editorialista
da Revista Reação.
Isto aponta, segundo ele, “que embora os resultados
preliminares sejam animadores ainda não há um tratamento disponível”.
Ainda é preciso comprovar cientificamente os resultados
positivos das próximas fases para garantir a eficácia e segurança no tratamento
em larga escala.
Em seu editorial a Revista Reação relata que alguns
resultados favoráveis apresentados na mídia animaram a todos.
Bruno Drumond, tetraplégico por lesão medular, depois da
aplicação de polilaminina voltou a andar, isso despertou esperanças em pessoas
com problemas semelhantes.
“Até agora o que se sabe é que os resultados são mais
positivos nas pessoas recém-lesionadas”, enfatiza o jornalista da Revista Reação.
Rodrigo Rosso, na foto acima, recomenda que se dê tempo ao tempo para a cientista
e sua equipe trabalhar em paz, focados na pesquisa.
O apelo de nosso colega vale também para nós
profissionais de imprensa em geral.
Dra. Tatiana Sampaio vem sendo solicitada em demasia para
entrevistas, com isso recebe críticas de outras áreas e certos comentários podem
atrapalhar o trabalho dela.
Rodrigo Rosso da Revista Reação defende a cientista ao
concluir: “Só pelo que ela alcançou até aqui já merece um Prêmio Nobel”.
Agora falta alcançar a tão almejada comprovação
científica, as pesquisas continuam.
Esperamos que não ocorram interferências políticas,
empresariais ou econômicas que dificultem o aprimoramento no Brasil da polilaminina.
Aos paraplégicos e tetraplégicos por lesão medular
recomendo fé e esperança. Essa, é a última que morre.
Para saber mais sobre o universo das Pessoas com Deficiência, acesse o Portal Revista Reação: Revista Reação











